quinta-feira, 13 de agosto de 2009

segunda-feira, 2 de março de 2009

Candidatos a cuidar de ilha paradisíaca lançam ‘superproduções’ na web



Em tempos de crise - e desemprego -, uma oferta de trabalho na internet chamou a atenção: procura-se um zelador para uma ilha no Pacífico. O salário? R$ 40 mil.

Mais de 300 brasileiros estão de olho na vaga. O governo da Austrália vai pagar ao escolhido 150 mil dólares australianos, cerca de R$ 230 mil por seis meses de trabalho.

Veja o site do Fantástico Entre as tarefas do novo zelador da ilha Hamilton - a maior ilha não habitada da grande barreira de corais na costa australiana – estão passear por ilhas paradisíacas, alimentar peixes e manter a piscina limpa, tudo sem horário fixo e com o único compromisso de contar as aventuras pela internet. O zelador da ilha vai ter uma casa de três quartos com todos os equipamentos de vídeo e internet, além de ar condicionado e a possibilidade de levar um acompanhante. Para participar, os candidatos tiveram de enviar um vídeo de um minuto explicando por que mereciam a vaga. A internet foi inundada com as "superproduções" dos candidatos brasileiros - mais de 300 se inscreveram. Na briga pela atenção dos jurados, vale tudo, inclusive ser "engraçadinho".


'Homem-canguru'
A fantasia do "homem-canguru", por exemplo, foi criada pela namorada de Marcelo Valsechi, que é cenógrafa, e o roteiro tirou o sono do candidato a zelador.

“Para fazer o vídeo, eu demorei uma semana, acordava no meio da noite com idéia nova e corria para o computador”, explica ele, que trabalha como instrutor de mergulho. Tem até o Indiana Jones brasileiro: Paulo Jardel, programador visual, investiu no personagem e acredita que tem chances. Só falta aprender a falar inglês, um pré-requisito para preencher a vaga. A lista com os 50 finalistas sai nesta segunda-feira (2). E se o Indiana Jones brasileiro não for classificado, pelo menos fama ele já ganhou. “O pessoal liga, pergunta. Está começando a aparecer um monte de gente no Orkut. As pessoas vão lá, procuram e tentam manter contato. Estou achando bacana.”

Botafogo é campeão da Taça Guanabara

Antes mesmo do início da final, Quinho, intérprete do Salgueiro, campeão do carnaval carioca em 2009 e torcedor apaixonado do Botafogo, já soltava a garganta e ensaiava o grito de campeão. E, com a bola rolando, o Alvinegro dominou completamente a partida e não deu chance para a zebra. Com gols de Reinaldo, Lucas Silva e Maicosuel, o Botafogo venceu por 3 a 0 o Resende, neste domingo, no Maracanã, e conquistou pela quinta vez na sua história a Taça Guanabara.

Com o título, o clube garante uma vaga na decisão do Campeonato Carioca contra o vencedor da Taça Rio. Se o Botafogo conquistar também o segundo turno, será declarado campeão estadual de 2009 sem a necessidade de disputar a final. E para os supersticiosos alvinegros, uma ótima notícia. Em todas as vezes que o clube conquistou a Taça Guanabara, acabou levando, também, o título estadual. Isso aconteceu em 1967, 1968, 1997 e, por último, em 2006.

Mas os jogadores do Botafogo nem vão ter muito tempo para comemorar. O time terá que viajar para Brasília, onde enfrenta o Dom Pedro II, na quinta-feira, no estádio Bezerrão, pela primeira fase da Copa do Brasil. E já no próximo domingo estreia na Taça Rio contra o Tigres, fora de casa, no Estádio De Los Larios, em Xerém.
Reinaldo comemora o primeiro gol do Botafogo na final da Taça Guanabara contra o Resende
O título premia a equipe mais regular deste primeiro turno do Campeonato Carioca, dona do melhor ataque, com 20 gols, e da segunda melhor defesa, com apenas seis gols sofridos. Como gosta de dizer o técnico Ney Franco, no Botafogo, a única estrela está no escudo que os jogadores carregam na altura do coração.
O goleiro Renan só fez uma defesa difícil durante toda a partida, e o Botafogo manteve a tradição de não dar chance a clubes de menor expressão em jogos decisivos no Campeonato Carioca nos últimos anos. Em 2007, o time foi campeão da Taça Rio em cima do Cabofriense. Em 2006, conquistou a Taça Guanabara após vencer o Americano, na semifinal, e o América, na decisão. Depois, o título carioca veio em cima do Madureira.
A torcida alvinegra não apenas lotou o Maracanã, como estabeleceu o recorde de público do futebol brasileiro na temporada 2009: 75.350 pessoas assistiram à partida, sendo 72.301 pagantes. Curiosamente, no entanto, o setor amarelo da arquibancada à esquerda das cabines de rádio ficou praticamente vazio, uma vez que era o local onde o sol marcava a sua presença, e neste domingo o Rio de Janeiro viveu mais um dia de forte calor.

Assim, os outros setores da arquibancada, principalmente o verde, ficaram superlotados, com torcedores sentados nos degraus e em pé na parte de cima, abaixo dos camarotes. Havia muito espaço também nas cadeiras inferiores, uma vez que a torcida optou por se concentrar atrás dos gols, mesmo que para isso não conseguisse uma cadeira. Ficar em pé ou sentar em qualquer outra lugar estava valendo para ficar mais perto do ataque do Glorioso. Apesar do forte calor no Rio, o jogo começou em ritmo intenso. Leandro Guerreiro chegou de surpresa duas vezes, mas os chutes foram para fora. Aos 14, Alessandro cruzou para a área, e Reinaldo cabeceou entre os zagueiros por cima do travessão. Aos 20 minutos, foi a vez de Thiaguinho fazer boa jogada e chutar forte da entrada da área. O goleiro Cléber defendeu sem problemas no meio do gol. O Resende estava muito recuado e tentava explorar os contra-ataques. Apesar de previsível, a jogada sempre assustava. Bruno Meneghel arrancava pela direita e cruzava para Fabiano no meio da área. Por três vezes os defensores alvinegros conseguiram cortar pouco antes da conclusão do atacante. Maicosuel era o melhor alvinegro. O meia fazia a festa na defesa do Resende e conduzia o time. Mas era pouco. Sozinho, não conseguia fazer milagres. Lucas Silva lutava, mas estava apagado. Assim como Alessandro e Thiaguinho. Aos 28 minutos, Maicosuel fez grande jogada, foi até a linha de fundo e tocou para a área. Reinaldo não conseguiu concluir para o gol. O atacante teve outra chance logo depois. Alessandro arrancou e tocou para o camisa 7 na área. Mas o chute do atacante saiu fraco. Cléber defendeu com tranquilidade. Mas na terceira oportunidade seguida, Reinaldo não perdoou. Um gol de oportunismo, de artilheiro, de jogador que tem estrela. Emerson subiu ao ataque e deu um magnífico passe para Fahel, que foi até a linha de fundo pela direita e cruzou para a área. O zagueiro Breno cortar, mas a bola bateu em Naílton, voltou em Breno e sobrou limpa para Reinaldo na pequena área. O atacante finalizou rasteiro, sem chance para o goleiro Cléber: 1 a 0. Na comemoração, Reinaldo, que havia prometido para o ídolo alvinegro Maurício balançar a rede na final, ergueu os braços para o céu e agradeceu. Após o gol, o Botafogo passou a dominar completamente o jogo e ficou muito perto do segundo gol. Reinaldo teve uma chance. Alessandro, outra. Mas os dois chutes pararam nas mãos do goleiro Cléber. E o técnico do Resende, Antônio Carlos Roy, comemorou o fim do primeiro tempo.
Foi uma jogada que eu acreditei. A defesa bateu cabeça ali e aproveitei para marcar" disse Reinaldo"
Lucas Silva, o iluminado! Para o segundo tempo, Roy resolveu arriscar. Tirou o zagueiro Márcio Gomes e colocou o meia Beto. Saiu do esquema 3-5-2 e passou a jogar no 4-4-2. E a mudança poderia ter dado resultado logo aos três minutos. Bruno Meneghel, artilheiro do Campeonato Carioca cabeceou sozinho após cruzamento da direita, e o goleiro Renan espalmou para escanteio numa defesa arrojada.

Percebendo que o Resende passou a dominar o meio-campo, Ney Franco resolveu mudar. Chamou Léo Silva e Jean Carioca para entrar no time. Mas aí Lucas Silva mostrou ser um iluminado.

A placa já havia mostrado que o camisa 9 seria um dos escolhidos para sair. Mas o jogo continuou. Juninho avançou e fez passe na medida para para o atacante. Lucas Silva teve calma, driblou o goleiro Cléber e só rolou para a rede. Era o segundo gol alvinegro. Léo Silva e Jean Carioca, que estavam na linha lateral, foram correndo abraçar o atacante. Ney Franco pulava de um lado para o outro comemorando. E Lucas Silva deixou o campo como herói, muito aplaudido pelos torcedores.
Após sofrer o segundo gol, o Resende foi para o tudo ou nada. Roy tirou o meia Léo e colocou o veterano atacante Viola em campo. E também tirou o lateral Bruno Leite para a entrada do meia Hiroshi.

O Resende passou a jogar, então, com três atacantes. E o Botafogo aproveitava bem o contra-ataque. Reinaldo foi fominha e perdeu uma ótima chance ao tentar driblar o adversário. Maicosuel entrava livre ao seu lado e esperava o toque. Aos 18 minutos, Jean Carioca recebeu passe na área e chutou cruzado. A bola bateu na trave. O terceiro gol parecia questão de tempo.


Agora vamos atrás do segundo turno. Queremos ser campeões sem a necessidade da final"
Maicosuel, então, passou a abusar da habilidade. E irritar os defensores. O camisa 10 foi obrigado a trocar a camisa, que foi rasgada por um adversário. As chances alvinegras foram aparecendo uma atrás da outra. E coube ao melhor jogador em campo fechar o placar. Após mais uma bobeira da defesa do Resende, o goleiro Cléber e o meia Beto se enrolaram, e a bola sobrou para Maicosuel na área. O alvinegro não perdoou e tocou para o fundo da rede. O atacante recebeu cartão amarelo por tirar a camisa na comemoração com a torcida.

Os botafoguenses já faziam a festa na arquibancada e gritavam " é campeão!". E nem ligaram para a expulsão de Wellington Júnior. O meia, que entrou no segundo tempo e fez duas faltas duras em menos de seis minutos, acabou recebendo o cartão vermelho - um detalhe que não fez a menor diferença na festa em preto e branco no Maracanã depois do apito final.

Nas cidades menos desenvolvidas do país, salário mensal é de R$ 40.

Imagine viver num lugar onde a gasolina é mais cara do que na Europa. Onde um quilo de cenoura ou de tomate pode chegar a R$ 8. Onde existem crianças que nunca tomaram um banho de chuveiro. Veja o site do Fantástico Esses lugares ficam todos no Brasil. São Jordão e Tarauacá, no Acre; Manari, em Pernambuco; e Traipu, em Alagoas. É o “Brasil dos excluídos”, onde se encontram os menores índices de desenvolvimento humano do país. No alto do morro fica Traipu, no agreste de Alagoas, 25 mil habitantes. A cidade fica próxima ao rio São Francisco, mas a água do rio é suja e não serve para essa população que espera na sombra pela chegada do caminhão-pipa. "Sai muita confusão, muita gente briga pela água", diz uma moradora. A água que o caminhão do governo traz uma vez por semana não dá para todos. Água encanada por aqui ainda é promessa. Qualquer pouquinho é bem-vindo. A 130 quilômetros de Traipu fica a cidade de Manari, no sertão de Pernambuco, onde vivem pouco mais de 17 mil pessoas. Na cidade, água encanada só existe nas cobranças. “Chega o papel da água, mas não chega água. Só chega a cobrança e nada da água”, reclama o desempregado José Aureliano da Silva Filho.

Sem água
Em sete meses, José Aureliano já recebeu mais de R$ 100 em contas de uma água que nunca viu. “A gente fala para eles, eles falam que vai (sic) ajeitar para chegar a água para cá. Como é que a gente vai pagar uma coisa que não consome? Aí não tem condições”, diz ele. “Eu tenho que ir até na cisterna do hospital ali, e pego água e venho e trago, boto no pote. É como a gente sobrevive”, explica José. Os filhos de Maria Rodrigues nunca tomaram um banho de chuveiro na vida. "Nós tomamos banho de balde, e banheiro não tem. Quando a pessoa quer fazer as necessidades vai para o mato”, conta a dona-de-casa.

Sem emprego
Dona Maria jamais teve um emprego. “Aqui não existe isso para pobre, não”, diz ela. José e Adelma também são desempregados, como quase todos em Manari. Vivem com o dinheiro de benefícios do governo e ajuda de parentes. “A mãe dele nos ajuda um pouco. Se não fosse isso, a gente passava precisão (sic)”, diz a desempregada Adelma da Silva. Na língua indígena tupi, 'amanari' quer dizer água da chuva. Não é à toa que a cidade fica tão alegre quando chove. A população aproveita para encher os baldes e tomar banho. E a criançada brinca nos barris e caixas d'água. No outro extremo do país, mais de 3 mil quilômetros a oeste dali, fica Jordão, estado do Acre. Um dos lugares mais remotos do Brasil. Cerca de 6,3 mil pessoas vivem aqui. “Isso aqui é o fim do mundo. Foi onde o vento fez a curva. O pessoal até fala um ditado 'onde o sabão não lava'", diz o comerciante Dionísio de Farias. Jordão fica a uma semana de barco de Tarauacá, também no Acre, município do qual depende para abastecimento. O barqueiro Radamés Lopes acabou de voltar de lá, onde foi comprar material de construção. “Levei sete dias para vir de Tarauacá até aqui", conta ele. “A viagem é difícil. Você sai 5 horas da manhã. Encosta de noite muitas vezes. Dorme dentro do barco, bebe a água do rio mesmo.”

O isolamento é tamanho que muitas pessoas jamais viram um chuchu, por exemplo. “Se você perguntar aqui na cidade, de cem pessoas, duas ou três vão saber o que é chuchu", diz Dionísio. Traipu, Jordão e Manari são as três últimas colocadas na classificação do IDH dos municípios brasileiros. IDH é o Índice de Desenvolvimento Humano, medida criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para avaliar a qualidade de vida no mundo. O cálculo do IDH leva em consideração três fatores básicos: expectativa de vida, nível de educação e a renda da população. Todos eles quesitos em que as três cidades tiram notas muito baixas. A última colocada de todas é Manari, campeã brasileira da mortalidade infantil e segunda menor renda per capita do país. Aqui, as poucas pessoas que têm emprego ganham menos de um décimo do salário-mínimo determinado pela Constituição.

Salário de R$ 40 por mês
A doméstica Maria Charliana da Silva, por exemplo, diz ganhar R$ 40 por mês para trabalhar em uma casa de família. “É o único emprego que tem para a pessoa trabalhar aqui. Não tem outra coisa para a pessoa trabalhar por aqui. Tem que ser isso mesmo”, explica ela, que conta receber também R$ 82 de Bolsa-Família. Jane da Silva nasceu em São Paulo e foi morar em Manari em 2001. Ela trabalha na prefeitura. “Eu tenho uma empregada na minha casa e eu pago R$ 40 pra ela (por mês)”, conta Jane, que relata ter recebido, durante uma temporada em São Paulo, R$ 50 por dia de faxina. “Ela não lava, não faz a comida, mas ela limpa todos os dias a minha casa, e eu pago R$ 40”, conta a funcionária pública. “As pessoas daqui ganham R$ 30, R$ 50, R$ 60, mais do que isso não ganha.”

Filhos como renda
Só quem presta concurso público e trabalha na prefeitura ganha salários maiores. Como 86% dos habitantes de Manari sabem escrever apenas o próprio nome, muitos acabam procurando uma alternativa. “Todas essas pessoas são agricultores. E sendo agricultor, a lei permite a ele um abono do governo federal de auxilio maternidade em torno de R$ 1,5 mil. Então uma das razões de ter muita criança aqui (...) é essa razão de receber R$ 1,5 mil. Por isso que tem muita criança aqui em Manari", explica Osvaldo Pita, secretário de Saúde. “Ela mesma, minha esposa, quando está com mais ou menos oito meses de gravidez, já está programando o que vai comprar”, conta o agricultor Cícero Vieira dos Santos. “São R$ 1,5 mil onde ninguém ganha um dinheiro desse nem no decorrer de um ano.” “O que acontece? Ele vai programar comprar uma vaca, ele vai programar comprar um aparelho de garrote, ele vai programar dar uma arrumada na casa, comprar antena parabólica, comprar fogão", diz Vieira dos Santos. “Eu tenho uma paciente aqui que ela teve 20 crianças, aliás, 21 crianças. E eu me bati muito com essa pessoa para que ela fizesse uma cirurgia, uma laqueadura para não ter mais crianças. E com muito trabalho eu consegui que ela fizesse essa cirurgia”, conta o secretário. “Ela me disse uma coisa interessante: 'Seu Osvaldo, eu me arrependi dessa cirurgia’. Eu digo: Por quê? Você não está se dando bem? Ela: 'não, porque eu deixei de receber meu dinheirinho (...) todo ano’".

Preços altos
Nesta época do ano é inverno em Jordão e Tarauacá. No inverno, a estrada que liga Tarauacá à capital, Rio Branco, fica impraticável. Edson Ferreira atravessou os 446 quilômetros da estrada recentemente. Levou 50 dias. “Eu faria em seis horas (numa estrada boa). E pela primeira vez que nós fomos, quando nós conseguimos voltar, pegamos a estrada meio ruim e gastamos 1 mês e 20 dias de viagem”, conta ele. Sem a estrada, durante os meses do inverno, o abastecimento fica ainda mais comprometido. Produtos frescos só chegam de avião. E chegam muito caros. “Quando se chega no Jordão, quando um comerciante resolve trazer é R$ 6 um quilo. Tanto faz ser da cenoura, da beterraba, do tomate. É R$ 6 a R$ 8. Normalmente é R$ 8 o quilo, se você tiver o prazer, e às vezes, como hoje, não tem no município", conta o vice-prefeito Elson Farias.

Até os comerciantes reclamam dos preços que cobram. "Dois reais por duas tangerinas. E daria muito mais que R$ 2 se eu pesar”, afirma o vendedor Carlos Wagner Monteiro da Silva. O quilo, segundo ele, custa R$ 7. Maria Luciléia é professora. Vive às voltas com o preço dos alimentos. “Cinco reais a dúzia de ovos. Só comprava ovos quem tinha condições mesmo – e para comer. Para fazer bolo ninguém fazia não”, conta ela. “Filé de peito de frango então nem se fala, senhor. De primeira era até R$ 18 o quilo. E quem que ia comprar um quilo para dar de comer a dez pessoas? Ia pegar cada um uma isca. Não tinha condições." O preço médio do litro de gasolina na Inglaterra equivale a R$ 3,10. Em Jordão custa bem mais que isso, R$ 4,30.